O Movimento Rock-Armorial

Ei, o Movimento Rock-Armorial aconteceu! Acredita não? Pois foi. Só sei que foi assim, como diria aquele personagem de Ariano Suassuna no Auto da Compadecida. Pois bem. E foi justamente um discípulo de Ariano que causou esse reboliço que eu chamei de Movimento Rock-Armorial. Foi um movimento sim. Aconteceu num dia. Num momento. Um movimento. Foi o movimento de Carlos Newton Júnior entrando na minha sala lá no ETA. Não é o ETA do terrorismo não. E foi só uma batalhazinha de nada, coisa besta. Mas me marcou.
Carlos Newton entrou na sala chamada Setor de Projetos onde eu trabalhava lá no ETA (Escritório Técnico Administrativo) como arquiteto da UFRN. E ele perguntou: quem é Carito? Naquela época eu era famoso! Vixe! Era sim senhor! Vivia aparecendo nos jornais locais, nos anos 80 e 90.
Continuando: eu disse, sou eu, e lá vai conversa sobre rock e sobre Ariano Suassuna, num lembro direito não, mas lembro que eu era muito romântico, ingênuo até, e numa pergunta que Carlos Newton fez sobre o rock eu respondi:
– É som universal!
Pronto! Era o que Carlos Newton queria para soltar uma de Ariano e me disse:
– Ariano diz que som universal é arroto, peido e escarro, algo assim ele me disse.
Eu fui rindo daqui e dali e também soltei as minhas. Num momento eu lembro que disse que sentia muito Ariano não conhecer e não gostar do Led Zeppelin, por exemplo, mas eu escutava Led Zeppelin e lia Ariano, escutava o movimento punk e o armorial…
E assim surgiu naquele dia, naquele momento, aquele movimento de Carlos Newton comigo – o Movimento Rock-Armorial. Exagero, paradoxo, contradição, invenção? Sei não… Só sei que foi assim!

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