Manual Zen #7

Manual Zen Sobre o Conserto de Motocicletas e Outras Artes

Comi barro, tomei banho de chuva, cai da bicicleta, venci e perdi briguinhas de rua, adquirindo com isso imunidades para outras coisas piores; brinquei com roladeira e aprendi que o pouco pode nos fazer feliz; fui índio, bandido e mocinho em bang-bang de mentirinha, vezes suficiente para apreender que a violência real é enganosa; li quadrinhos (ainda leio) e adquiri o gosto pela aventura; desejei namorar a professora e entendi que a vida é sonho, mas ainda assim vida; tive amores de adolescentes que durariam a eternidade e acabaram na esquina; viajei de carona por aí e acho que, na alma, ainda não regressei para casa.
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Penso, como Lutero, que “os que amam profundamente, jamais envelhecem; podem morrer de velhice, mas morrem jovens.”
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Amei ser jovem. Amo
crianças e acho que aquelas que me encontram me amam por não ter esquecido aquele amor.
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Declarado isso, acrescento: remédio para nostalgia da infância é crescer. Sem perder a ternura. Jamais!

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